Um amigo para todas as horas. Um amigo para qualquer coisa. Daquele que te procura sempre e que está sempre ao seu lado, mesmo quando não concorda com você, independente do momento, seja bom, ruim, neutro, novo, velho, seja para ficar calado, ou falar sem parar, seja para chorar ou rir, ver um bom ou um péssimo filme, seja para ir a um bom restaurante ou à padaria da esquina. Um amigo que costuma contar tudo para você em primeira mão, um amigo que pede e dá conselhos, mesmo que não seja para seguir. Cadê você amigo? Hoje, só te encontro nas conversas de bastidores, sei de você pelos outros. Quero respeitar o seu momento, do qual por algum motivo não quis que fizéssemos parte. Amizade não tem prazo de validade. Amizade não se pede. Não se mendiga. Ou se tem, ou não se tem. Se for de verdade, e eu acredito e tenho no meu coração, por tudo que passamos, que é, você retorna no momento que tiver e que quiser voltar. Nós estaremos sempre prontos para recebê-lo.
Você está convidado a dar uma volta nesta vila. Em cada casa, em cada canto, uma palavra. Aqui, elas estão em toda a parte. Aproveite o passeio e deixe a sua sincera mensagem na Vila.
quarta-feira, junho 13, 2007
terça-feira, junho 12, 2007
Pequenas coisas e coisas pequenas...
É, tem dia que você se encanta com as pequenas coisas
um dia de sol, um céu prá lá de azul, uma paisagem ofuscante, uma flor, um beijo...
tem dia em que você encontra coisas pequenas
normalmente pessoas
pessoas pequenas
de pensamento pequeno
de atitude pequena
que com pouca coisa
se acham muita coisa
que não sabem distinguir o que é passageiro
do que é para sempre
Nas pequenas coisas, estão grandes momentos
Nas coisas pequenas, grandes decepções
um dia de sol, um céu prá lá de azul, uma paisagem ofuscante, uma flor, um beijo...
tem dia em que você encontra coisas pequenas
normalmente pessoas
pessoas pequenas
de pensamento pequeno
de atitude pequena
que com pouca coisa
se acham muita coisa
que não sabem distinguir o que é passageiro
do que é para sempre
Nas pequenas coisas, estão grandes momentos
Nas coisas pequenas, grandes decepções
quinta-feira, junho 07, 2007
TRECHO DE JORNAL: INDIGNAÇÃO
Obra do metrô varre esquina da Oscar Freire -
"Acho triste essa mudança. A Oscar Freire não é uma rua para ter metrô", diz a comerciante Luciana Liz, 29. "Não é por isso que a elite vai aderir ao metrô. Por aqui, metrô é coisa de pobre."
Trecho de reportagem do Jornal Agora São Paulo de 1 de abril de 2005.
INDIGNAÇÃO -
Acho triste ter na minha cidade pessoas que pensam assim. Acho triste ter gente que pensa que transporte público é coisa de pobre, que a Oscar Freire, tão chique, tão limpa, tão cheia de lojas refinadas, que a Oscar Freire sem fios deve se isolar do resto da cidade.
Uma pessoa assim propõe uma segregação. De um lado, a São Paulo dos ricos. De outro, a São Paulo dos pobres. E fiquemos na nossa ilha de ilusão. Achando que distantes da São Paulo dos pobres estamos protegidos da pobreza, da violência, da poluição, de “ver gente feia”.
Não, Luciana, infelizmente, principalmente a curto prazo, não vai adiantar colocar o metrô na porta da elite para ela aderir ao metrô. Pelo contrário, talvez a elite fuja do metrô. Talvez a elite rejugie-se em outra ilha. Mas a elite, Luciana, felizmente, não pode impedir o crescimento da cidade.
E tem mais, a elite depende da tal gente pobre, que para se locomover depende da tal coisa de pobre, como o metrô, que é bem mais rápido do que o ônibus, que polui muito menos que o ônibus, outra coisa de pobre que temos por aqui.
Quantas e quantas pessoas, aquelas que você chama de pobres, mas que são trabalhadores, pessoas de classe média, média baixa e de baixa renda, trabalham nas lojas da elite? São vendedores, auxiliares, encarregados de limpeza. E quantas empregadas domésticas trabalham na casa da chamada elite? Como você acha que elas chegam até o trabalho?
Quer dizer que o metrô não devia beneficiar estas pessoas, simplesmente porque a Oscar Freire não é rua para ter metrô? Então estas pessoas merecem ficar horas e horas esperando um ônibus sempre cheio porque a elite não quer ter o metrô em sua porta?
E você diz que “por aqui metrô é coisa de pobre”. Como assim, por aqui? Será que por aqui metrô é coisa de pobre porque a elite se acha muito superior para dividir o transporte com gente de todas as classes? Será que em outros países o pobre é menos pobre? Aí quando você vai para Paris, ou Londres, ou Nova York, você se mistura com os pobres de lá. Vai ver é porque pobre de Paris é mais chique que pobre de São Paulo. É isso que você pensa?
Será que em outros países o metrô não é coisa de pobre? Será que as pessoas da elite se servem do metrô? Talvez não. Mas elas também não tentam impedir que o metrô passe na porta de suas casas. Afinal, a grande massa trabalhadora depende do transporte público em qualquer parte do mundo. A cidade é feita para todos. A cidade não é feita para uma pequena parcela da sociedade. Uma parcela que não está nem aí se usar o carro todos os dias polui a sua cidade. A cidade não é feita para pessoas que pensam pequeno como você. A cidade é do povo. E o povo daqui, em sua maioria, é pobre sim, infelizmente.
Aliás, Luciana, o que é elite para você? Talvez ela esteja ofendida com a sua colocação.
Por Luciana Oncken, uma outra Luciana, que mora entre a Lorena e a Oscar Freire, mas que não se considera elite, mas sim uma moradora da cidade de São Paulo; da São Paulo com todas as suas faces. Uma Luciana que sonha em ver esta São Paulo transformada por todos, inclusive e principalmente, pela elite.
"Acho triste essa mudança. A Oscar Freire não é uma rua para ter metrô", diz a comerciante Luciana Liz, 29. "Não é por isso que a elite vai aderir ao metrô. Por aqui, metrô é coisa de pobre."
Trecho de reportagem do Jornal Agora São Paulo de 1 de abril de 2005.
INDIGNAÇÃO -
Acho triste ter na minha cidade pessoas que pensam assim. Acho triste ter gente que pensa que transporte público é coisa de pobre, que a Oscar Freire, tão chique, tão limpa, tão cheia de lojas refinadas, que a Oscar Freire sem fios deve se isolar do resto da cidade.
Uma pessoa assim propõe uma segregação. De um lado, a São Paulo dos ricos. De outro, a São Paulo dos pobres. E fiquemos na nossa ilha de ilusão. Achando que distantes da São Paulo dos pobres estamos protegidos da pobreza, da violência, da poluição, de “ver gente feia”.
Não, Luciana, infelizmente, principalmente a curto prazo, não vai adiantar colocar o metrô na porta da elite para ela aderir ao metrô. Pelo contrário, talvez a elite fuja do metrô. Talvez a elite rejugie-se em outra ilha. Mas a elite, Luciana, felizmente, não pode impedir o crescimento da cidade.
E tem mais, a elite depende da tal gente pobre, que para se locomover depende da tal coisa de pobre, como o metrô, que é bem mais rápido do que o ônibus, que polui muito menos que o ônibus, outra coisa de pobre que temos por aqui.
Quantas e quantas pessoas, aquelas que você chama de pobres, mas que são trabalhadores, pessoas de classe média, média baixa e de baixa renda, trabalham nas lojas da elite? São vendedores, auxiliares, encarregados de limpeza. E quantas empregadas domésticas trabalham na casa da chamada elite? Como você acha que elas chegam até o trabalho?
Quer dizer que o metrô não devia beneficiar estas pessoas, simplesmente porque a Oscar Freire não é rua para ter metrô? Então estas pessoas merecem ficar horas e horas esperando um ônibus sempre cheio porque a elite não quer ter o metrô em sua porta?
E você diz que “por aqui metrô é coisa de pobre”. Como assim, por aqui? Será que por aqui metrô é coisa de pobre porque a elite se acha muito superior para dividir o transporte com gente de todas as classes? Será que em outros países o pobre é menos pobre? Aí quando você vai para Paris, ou Londres, ou Nova York, você se mistura com os pobres de lá. Vai ver é porque pobre de Paris é mais chique que pobre de São Paulo. É isso que você pensa?
Será que em outros países o metrô não é coisa de pobre? Será que as pessoas da elite se servem do metrô? Talvez não. Mas elas também não tentam impedir que o metrô passe na porta de suas casas. Afinal, a grande massa trabalhadora depende do transporte público em qualquer parte do mundo. A cidade é feita para todos. A cidade não é feita para uma pequena parcela da sociedade. Uma parcela que não está nem aí se usar o carro todos os dias polui a sua cidade. A cidade não é feita para pessoas que pensam pequeno como você. A cidade é do povo. E o povo daqui, em sua maioria, é pobre sim, infelizmente.
Aliás, Luciana, o que é elite para você? Talvez ela esteja ofendida com a sua colocação.
Por Luciana Oncken, uma outra Luciana, que mora entre a Lorena e a Oscar Freire, mas que não se considera elite, mas sim uma moradora da cidade de São Paulo; da São Paulo com todas as suas faces. Uma Luciana que sonha em ver esta São Paulo transformada por todos, inclusive e principalmente, pela elite.
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