sábado, fevereiro 10, 2007

Cai no buraco

Sexta-feira, dia 9 de fevereiro, 22h. Saio do trabalho para ir para casa, pego um trecho do elevado. Para entrar na Consolação, tudo parado. Para fugir do trânsito, sigo em frente, sem saber direito onde vou parar. Desvio pela Santa Cecília, Higienópolis. Mais trânsito. Uma rua parada só por causa de um "bendito" caminhão de lixo. Não sei porque eles fazem questão de ficar bem no meio da rua, talvez para proteger os lixeiros que atravessam com os sacos de lixo, e os jogam de qualquer jeito no caminhão. Muitas vezes, deixando restos de comida caírem pelo caminho. Pego outra rua para fugir do caminhão. Vou por dentro até pegar a Consolação pela rua Sergipe. Esqueço que hoje é dia de trânsito no caminho de casa, porque o reduto gay fica reunido no meio das ruas próximas de casa. Passo o desvio que normalmente faço neste dia, pela Rua Fernando Albuquerque. Sigo em frente, a tempo de pegar o desvio da Avenida Paulista. O trânsito livre, ganho uma certa velocidade na descida para a curva que leva à avenida que tem a cara da cidade. Um dos acessos mais usados para quem vem do centro, ou da zona oeste. Por ali passam muitos carros, ônibus... Cansada, vou em direção à minha casa, por um caminho que raramente faço. Quando estou bem na curva, vejo um buraco enorme, fundo e largo, à minha frente. Não há mais tempo de desviar. Freio bruscamente. Um estrondo. Caio e passo pelo buraco, seco, o carro passa. Bate todinho em baixo. Sigo tremendo. De tão nervosa, perco a entrada da Rua Hadock Lobo, entro na Augusta. Paro o carro, as perna bambas, o corpo todo tremendo, em choque. Olho o carro, que aparentemente não tem nada. Sigo, ainda em choque até chegar em casa. Só consigo descrever, não consigo assimilar.

Nenhum comentário: