Como é linda. Seu nome? Maria Eduarda Moura de Magalhães. Tão pequenina e já com este nome imponente.
Estava ansiosa desde o início do ano por não conseguir falar com a Aline, a mãe da linda Duda. Fiquei tão feliz quando ela me ligou e mais ainda quando ela me contou que estava na maternidade, já aguardando a chegada daquela pequena criatura.
No dia seguinte, ao me preparar para visitá-la, estava agitada. Comprei um agradinho pra mamãe Aline e me dirigi à maternidade. A Duda trouxe vida a este janeiro, tão cheio de notícias estranhas. Trouxe vida ao meu janeiro, sempre um mês difícil para mim, porque foi em janeiro que o meu pai morreu, e ali tão pertinho de onde Duda nasceu, em outro hospital.
Passar por ali, me emocionou, mexeu comigo, me trouxe lembranças. Mas tudo sumiu quando eu entrei naquele quarto e me deparei com aquela menina pequenina, vestida num macacão amarelo. Amarelo, cor do Sol. Amarelo cor do estudo, da intelectualidade. Amarelo, cor da alegria. Amarelo cor de brincadeira.
A sala cheia. Estavam lá a mamãe, é claro, o papai, as vovós, uma das titias, um amigo, um dos vovôs. Aos poucos, as pessoas foram saindo. Ficamos nós três, eu, a minha amiga querida e a Maria Eduarda. Quem diria? Que vida louca! Outro dia mesmo conheci a Aline, ela ainda uma menina, e olha só hoje. Ela está ali, com uma filha no colo. Que lindo! Um retrato para guardar na memória.
Teve um momento em que a Duda começou a chorar. Ela é comilona! Queria mamar mais um pouco. Até interrompeu o almoço da mãe. E eu que tenho medo de pegar nenê no colo tive de tomar coragem. E até que fui bem. Acho que a Duda me tirou este medo.
Sai de cena quando o papai João chegou. Achei que tinha de deixar a família ali, um pouco a sós, se curtindo.
Ah! A pequenina Duda veio para mudar muitas coisas, para transformar vidas, iluminar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário