segunda-feira, janeiro 15, 2007

Endereço novo

A Vila das Palavras está de endereço novo. Sejam bem vindos e sintam-se tão a vontade quanto se sentiam na velha Vila.

Um comentário:

Anônimo disse...

PROCURA-SE JORNALISTA COM ÉTICA E SEM PRECONCEITO
SE PAGA MUITO BEM!


Prezada jornalista Lucina Oncken, editora da Revista da APM, nobre Coordenadora da Associação Paulista de Medicina, distinta proprietária da Vila das Palavras, cronista do Jornal Oeste Notícias,tenho a honra de dirigir esse anúncio a V.Sa, em resposta a seu anúncio intitulado: “PROCURAM-SE IDOSOS +60 ANOS, GESTANTES E DEFICIENTS FÍSICOS.PAGA-SE BEM.”
Antes de fazê-lo, confesso que precisei me valer de uma noite de sono, para poder afastar os sentimentos que me ocorreram ao ler o texto intitulado em epígrafe. Sentimentos como: vergonha, tristeza, falta de respeito, que foram crescendo ao ponto de gerar em mim profunda indignação, com o conteúdo ali expresso.
Como pode ver, tive que enfrentar muitos óbices, antes de me apropriar da racionalidade para poder, agora sim, vir a debater com V.Sa, e toda a comunidade a qual a matéria foi submetida, embora seu coração não pudesse tocar, mas suas palavras ousaram declarar, de forma velada, o que é o preconceito.
Uma das minhas maiores dificuldades foi tentar compreender, como uma profissional renomada, veio a cair na armadilha do preconceito, de forma tão explicita, embora seja este tema, rico, construtivo e no fundo serve de ferramenta para evolução de nós seres humanos. Pensei, qual seria de fato a intenção, de alguém que detém a expertise da palavra, jogá-la de maneira que pudessem a ferir a dignidade de pessoas que pela sua própria condição, já encontram-se fortemente afetadas pela exclusão. Então, me ocorreram duas situações que me vali delas, para poder acalmar meu coração.
A primeira, senhora jornalista, aconteceu recentemente em um encontro aqui em Brasília, sim, porque como pode ver suas palavras transcenderam mais de mil quilômetros, e alcançaram a mim, para que tenha idéia da força das mesmas. Sim , mas retomando, estava uma equipe reunida com deficientes visuais, para tratarem da acessibilidade na internet, junto às páginas dos Tribunais, quando uma colega designada para elaborar o site, ficou surpresa com a movimentação, agilidade, integração dos deficientes visuais. Logo, se acomodou próximo a um deles e disparou diversas perguntas acerca da deficiência propriamente dita. A que foi prontamente respondida. No meio da conversa, o colega deficiente reportou-se a ela e perguntou: - E você, qual sua deficiência? Ela respondeu rapidamente: - Não tenho nenhuma deficiência. Esboçando um longo sorriso o colega acrescentou: - Ah! Minha linda, essa é sua deficiência, achar que você é perfeita.
Já a segunda situação, foi matéria recente publicada acerca da violência no entorno de Brasília, ocasião que o nobre jornalista, ponderou que não podemos discutir violência, sem conhecer a história, e elencou longos 400 anos de atrocidade, covardias, ambições que se fizeram presentes antes que pudéssemos chegar aos dias de hoje.
Então, compreendi o quão é importante, conhecermos a história para podermos opinar, e mais, o quão estamos longe da verdade ao fixarmos apenas nas aparências, naquilo que os nossos olhos nos levam a crer.
Com isso, espero poder ter colaborado para com o debate, que suas palavras lançaram. Espero ainda, ter conseguido registrar a dor de uma pessoa portadora de deficiência física, que precisa lutar diariamente contra o preconceito que assola o País. Com a falta de respeito à dignidade da pessoa humana. Senhora suas palavras me trouxeram profunda dor, por estarem na contramão da história, pois vieram quando temos centenas de normas, a registrarem o esforço da acessibilidade, pois no fundo elas me fizeram ver, que mais do que normas, precisamos de cidadãos, de coração, pessoas comprometidas com o futuro, o bem estar de seus irmãos brasileiros, independente da condição que venham ter. Precisamos de mulheres, que lutem em busca da Paz, da honestidade e não de pessoas que explorem a dor de um ser humano.
Penso que esse texto não é condizente com uma pessoa que diz lançar mão de algo negativo, transformando em positivo com o fim de ajudar as pessoas a conviver com a doença. Realmente surpreendente.
Peço-te de coração, que divulgue como o fez, com seu texto, com o fim de oportunizar a verdadeira transformação a que mencionou.
Atenciosamente,
Eliana Correa de Aquino
aquinonana@uol.com.br