Você está convidado a dar uma volta nesta vila. Em cada casa, em cada canto, uma palavra. Aqui, elas estão em toda a parte. Aproveite o passeio e deixe a sua sincera mensagem na Vila.
terça-feira, janeiro 30, 2007
No ar...
Inspiração. Teria a ver com respiração? Acho que vou entrar na Yoga. Quem sabe exercitando a respiração, não venha a inspiração.
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Dividida
Dividir-me entre dois blogs não é nada fácil, mas talvez eu não esteja me saindo tão mal.
Fiquei feliz em ver que o meu caçula, o "Viver com Diabetes", está em sexto lugar.
Tenho de agradecer vocês pela força.
Obrigada pelos votos.
Fiquei feliz em ver que o meu caçula, o "Viver com Diabetes", está em sexto lugar.
Tenho de agradecer vocês pela força.
Obrigada pelos votos.
sexta-feira, janeiro 19, 2007
A pequena Duda
Como é linda. Seu nome? Maria Eduarda Moura de Magalhães. Tão pequenina e já com este nome imponente.
Estava ansiosa desde o início do ano por não conseguir falar com a Aline, a mãe da linda Duda. Fiquei tão feliz quando ela me ligou e mais ainda quando ela me contou que estava na maternidade, já aguardando a chegada daquela pequena criatura.
No dia seguinte, ao me preparar para visitá-la, estava agitada. Comprei um agradinho pra mamãe Aline e me dirigi à maternidade. A Duda trouxe vida a este janeiro, tão cheio de notícias estranhas. Trouxe vida ao meu janeiro, sempre um mês difícil para mim, porque foi em janeiro que o meu pai morreu, e ali tão pertinho de onde Duda nasceu, em outro hospital.
Passar por ali, me emocionou, mexeu comigo, me trouxe lembranças. Mas tudo sumiu quando eu entrei naquele quarto e me deparei com aquela menina pequenina, vestida num macacão amarelo. Amarelo, cor do Sol. Amarelo cor do estudo, da intelectualidade. Amarelo, cor da alegria. Amarelo cor de brincadeira.
A sala cheia. Estavam lá a mamãe, é claro, o papai, as vovós, uma das titias, um amigo, um dos vovôs. Aos poucos, as pessoas foram saindo. Ficamos nós três, eu, a minha amiga querida e a Maria Eduarda. Quem diria? Que vida louca! Outro dia mesmo conheci a Aline, ela ainda uma menina, e olha só hoje. Ela está ali, com uma filha no colo. Que lindo! Um retrato para guardar na memória.
Teve um momento em que a Duda começou a chorar. Ela é comilona! Queria mamar mais um pouco. Até interrompeu o almoço da mãe. E eu que tenho medo de pegar nenê no colo tive de tomar coragem. E até que fui bem. Acho que a Duda me tirou este medo.
Sai de cena quando o papai João chegou. Achei que tinha de deixar a família ali, um pouco a sós, se curtindo.
Ah! A pequenina Duda veio para mudar muitas coisas, para transformar vidas, iluminar.
Estava ansiosa desde o início do ano por não conseguir falar com a Aline, a mãe da linda Duda. Fiquei tão feliz quando ela me ligou e mais ainda quando ela me contou que estava na maternidade, já aguardando a chegada daquela pequena criatura.
No dia seguinte, ao me preparar para visitá-la, estava agitada. Comprei um agradinho pra mamãe Aline e me dirigi à maternidade. A Duda trouxe vida a este janeiro, tão cheio de notícias estranhas. Trouxe vida ao meu janeiro, sempre um mês difícil para mim, porque foi em janeiro que o meu pai morreu, e ali tão pertinho de onde Duda nasceu, em outro hospital.
Passar por ali, me emocionou, mexeu comigo, me trouxe lembranças. Mas tudo sumiu quando eu entrei naquele quarto e me deparei com aquela menina pequenina, vestida num macacão amarelo. Amarelo, cor do Sol. Amarelo cor do estudo, da intelectualidade. Amarelo, cor da alegria. Amarelo cor de brincadeira.
A sala cheia. Estavam lá a mamãe, é claro, o papai, as vovós, uma das titias, um amigo, um dos vovôs. Aos poucos, as pessoas foram saindo. Ficamos nós três, eu, a minha amiga querida e a Maria Eduarda. Quem diria? Que vida louca! Outro dia mesmo conheci a Aline, ela ainda uma menina, e olha só hoje. Ela está ali, com uma filha no colo. Que lindo! Um retrato para guardar na memória.
Teve um momento em que a Duda começou a chorar. Ela é comilona! Queria mamar mais um pouco. Até interrompeu o almoço da mãe. E eu que tenho medo de pegar nenê no colo tive de tomar coragem. E até que fui bem. Acho que a Duda me tirou este medo.
Sai de cena quando o papai João chegou. Achei que tinha de deixar a família ali, um pouco a sós, se curtindo.
Ah! A pequenina Duda veio para mudar muitas coisas, para transformar vidas, iluminar.
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Uma cratera chamada São Paulo
O choro veio de repente, as lágrimas romperam meus olhos sem aviso, assim como o buraco que se abriu nas obras do metrô na tarde da última sexta-feira.
O choro veio assim de repente, o choro veio com a notícia: “o corpo da aposentada Abgail Rossi de Azevedo, 75, foi encontrado”. Não, eu não conhecia a Dona Abgail. Chorei porque caímos todos, paulistanos, naquele buraco. Todos pegos de surpresa, como a Dona Abgail. Chorei porque estamos no escuro, sozinhos, a espera de alguém que nos socorra. O socorro não chega. Chorei porque é muito triste alguém, do nada, desaparecer. Chorei porque a Dona Abgail era uma senhora ativa, cheia de vida, andando numa rua a caminho de casa. Chorei porque os que a esperam continuarão a esperá-la.
A cratera abriu-se em nossa vida e ficamos sem chão diante da irresponsabilidade de alguns. A cratera abriu-se e deixou a mostra as nossas fragilidades. Sentimos-nos soterrados pela sensação de insegurança que nos ronda. Soterrados numa cratera chamada São Paulo.
O choro veio assim de repente, o choro veio com a notícia: “o corpo da aposentada Abgail Rossi de Azevedo, 75, foi encontrado”. Não, eu não conhecia a Dona Abgail. Chorei porque caímos todos, paulistanos, naquele buraco. Todos pegos de surpresa, como a Dona Abgail. Chorei porque estamos no escuro, sozinhos, a espera de alguém que nos socorra. O socorro não chega. Chorei porque é muito triste alguém, do nada, desaparecer. Chorei porque a Dona Abgail era uma senhora ativa, cheia de vida, andando numa rua a caminho de casa. Chorei porque os que a esperam continuarão a esperá-la.
A cratera abriu-se em nossa vida e ficamos sem chão diante da irresponsabilidade de alguns. A cratera abriu-se e deixou a mostra as nossas fragilidades. Sentimos-nos soterrados pela sensação de insegurança que nos ronda. Soterrados numa cratera chamada São Paulo.
Endereço novo
A Vila das Palavras está de endereço novo. Sejam bem vindos e sintam-se tão a vontade quanto se sentiam na velha Vila.
Assinar:
Postagens (Atom)